Não se pode banalizar a Psicologia. Não se pode instrumentalizar a Psicologia, muito menos uma criança.

Tenho estado com pais/educadores, no âmbito da minha prática, que se apresentam preocupados, desesperados, desorientados no que respeita às suas competências enquanto responsáveis pela educação dos filhos. Querem reverter a situação e por isso procuram a ajuda de um especialista. E como é difícil pedir ajuda!

É difícil porque procuramos tantas vezes ser super-pais com super-filhos. Mas também procuramos ser super-profissionais com super-filhos com as melhores notas, que sejam ainda os melhores no futebol e na natação. Não é suposto os super-heróis pedirem ajuda, pois não?

Mas nós, “super-pessoas”, respondemos, nos dias de hoje, a um conjunto tal de exigências que nos perdemos, por vezes, em super-objectivos e nos esquecemos de apenas SER. Do SER com amor, respeito, tempo e dedicação. Mas também com limites, com regras que sejam suportadas pela empatia, pelo apoio e pela aceitação.

Não se esqueça de que todas as crianças têm comportamentos menos adequados.

Não se esqueça de que todos os pais cometem erros.

Não se esqueça que as práticas parentais nunca serão alvo de total consenso até porque cada filho é único, com características distintas e idiossincrasias próprias.

Não se esqueça que as dúvidas e as incertezas fazem parte da parentalidade.

Mas não se esqueça, sobretudo, que o mais importante é o Amor Incondicional.

Não temos que ser pais perfeitos, nem ter filhos perfeitos. Já diz o ditado “ninguém é perfeito!”. E ainda bem. Mas devemos querer ser as melhores pessoas que podemos ser, os melhores pais que podemos ser, não melhores de que os outros, mas a nossa melhor versão.

Estou certa de que se formos a melhor versão de nós mesmos, com imperfeições mas também de coração, os nossos filhos irão seguir o nosso exemplo.

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